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II Seminário Merenda Escolar Vegetariana reúne dezenas de prefeituras

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Publicado em 18 de novembro de 2013

Em novembro, a alimentação vegetariana nas escolas brasileiras deu mais um grande passo. Depois de ter sido implantada integralmente na rede municipal de ensino de São Paulo, abrangendo cerca de três mil unidades educacionais e beneficiando quase um milhão de alunos, a merenda escolar vegetariana foi tema de seminário promovido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) na Câmara Municipal de São Paulo no último dia 11, trazendo representantes de mais de cinquenta cidades de todo o Brasil. O evento foi aberto pelo vereador Roberto Tripoli, um dos responsáveis pela efetivação da merenda, que reiterou seu comprometimento e apoio ao programa.

Vereador Roberto Tripoli (foto: Regina Macedo)

Com mais de 200 participantes, o evento foi um dos poucos que exigiu a ocupação do mezanino do Plenário da Câmara. Na platéia, muitos se identificaram como representantes de secretarias de educação de outros municípios, nutricionistas, fornecedores de alimentação escolar e diretores de escola. “Foi um momento muito especial para o vegetarianismo – um passo gigantesco na direção certa de promover a alimentação sem produtos animais, que é saudável, ética e sustentável, para nossas crianças e adolescentes, que estão também sendo educados em escolhas que poderão levar para toda a vida. Dezenas de outras prefeituras deverão implantar alimentação escolar vegetariana a partir deste seminário, seguindo o exemplo de São Paulo”, resumiu Marly Winckler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

Marly Winckler (foto: Regina Macedo)

O evento foi também a ocasião ideal para o lançamento da cartilha “Implantando Alimentação Escolar Vegetariana: Passo-a-Passo“, que fornece todas as informações necessárias para quem deseja (ou precisa de um “empurrãozinho”) para pôr a mão na massa e inserir refeições vegetarianas no seu município ou escola. A cartilha traz o valioso relato da experiência bem sucedida da prefeitura de São Paulo. “A implantação da merenda vegetariana em uma rede de ensino ampla e complexa como a de São Paulo demonstra que esta experiência pode ser levada adiante em qualquer município brasileiro (…) É só querer”, defende o ex-secretário de educação de São Paulo, Alexandre Schneider, no trecho que escreveu para a publicação.

Alexandre Schneider (foto: Regina Macedo)

Além de Alexandre Schneider, que foi um dos palestrantes, o seminário contou com exposições sobre os benefícios nutricionais de uma merenda vegetariana (com o Dr. Eric Slywitch, diretor do departamento de medicina e nutrição da SVB), os detalhes da implantação do programa em São Paulo (com a coordenadora do setor de cardápio da Secretaria de Educação de São Paulo, Helena Maria Novaretti Ferreira), redução dos impactos ambientais das prefeituras (com Nicole Oliveira, pesquisadora de pecuária e meio ambiente) e alimentação e educação para uma cultura de paz (com Rose Marie Inojosa, doutora em saúde pública e ex-coordenadora da UMAPAZ).

Mais de 200 pessoas compareceram, incluindo dezenas de representantes de prefeituras e escolas (foto: Regina Macedo)

Em entrevista ao vivo ao Conexão Futura enquanto o seminário acontecia, o secretário-executivo da SVB, Guilherme Carvalho, falou sobre os próximos passos dentro do programa já implantado em São Paulo. “A gente precisa, agora, expandir a capacitação dos nutricionistas, merendeiras, pais de alunos e dos próprios alunos a respeito do impacto positivo que essa alimentação tem para a saúde das crianças, para o meio ambiente e para os animais. A gente vai começar com um projeto piloto, em uma escola ou algumas poucas escolas”. Guilherme também disse que o programa deverá ter sua freqüência aumentada, já que hoje a merenda vegetariana estrita ocorre apenas duas vezes por mês. Mesmo com o número limitado de dias nesta primeira etapa do programa da capital, os números já impressionam.  Mônica Buava, coordenadora da campanha Segunda Sem Carne, explicou: “Só hoje, com esse programa de São Paulo, a gente já evita o consumo de 88 mil quilos de carne – o que dá, só em água, mais de um bilhão de litros de água economizados a cada mês. Imagine quando ampliarmos para mais dias. A ideia é simples, porém com resultados concretos”.

Mais informações e contato: www.segundasemcarne.com.br